The Last of Us – Playstation 3 – Análise

Quando pensamos em obras de arte, imaginamos Picasso, Michelangelo, Van Gogh, entre outros. Mas, sendo bem sincero, The Last of Us é um tapa na cara de todos que ainda acham que games não podem ser considerados como arte.

The Last of Us mostra o que realmente um game pode se tornar, como ele pode nos entreter e dar a sensação de estar vivendo a história junto com os personagens. O enredo pode ser considerado clichê no mercado dos games, afinal, estamos praticamente falando de zumbis e uma doença que causou o apocalipse no mundo, mas o foco baseia-se muito mais nos personagens do que no vírus. Com isso, permite ao jogador uma imersão e aproximação com os personagens tão grande que podem causar lágrimas em momentos de forte emoção.

Os controles são simples, mas é preciso de algum tempo para se acostumar com a troca das armas e utilização de itens e objetos. Mesmo assim, a precisão é absurdamente maravilhosa.

Os cenários são lindos, muito bem distribuídos e bem abertos, garantindo a sensação de sobrevivência e busca por itens que vão ajudá-lo a montar armas e kits de primeiros socorros. O único ponto que vai contra é a variedade de inimigos. Acho que poderiam ter variado um pouco mais as vestes e a aparência dos inimigos, tanto zumbis como humanos, que eram os mesmos.

Eu só tenho um contra o enredo do game: foi a quantidade de dúvidas que ficaram em aberto. Algumas delas já foram respondidas nos extras lançados por DLC posteriormente, mas algumas ainda continuam me matando de curiosidade.

Agora, sobre o som: em inglês, perfeito; em português, extremamente baixo!

Eu preciso colocar a televisão no máximo e ainda configurar nas opções do jogo para abaixar o som de efeitos e gerais para conseguir ouvir o que os personagens conversam na versão dublada. Mas, deixando as legendas ligadas, é possível acompanhar sem maiores problemas.

Como estamos no Brasil, estarei dando as notas em cima da versão nacional, mas, acima de tudo, The Last of Us foi a melhor dublagem que eu já vi nos games e, quem sabe, até de filmes.

Por fim, o jogo te prende até você zerar. Se você tiver um final de semana livre, é um prato cheio. O jogo tem sua dificuldade elevada, mas nada que faça o jogador desistir de prosseguir, já que muitos dos puzzles são indicados do que deve-se fazer para resolvê-los. Muitos lugares escuros e momentos em que nenhum barulho será tolerado. Então, diversão garantida por horas!

Jogabilidade: 8,5 – Excelente precisão, mas bem complexo.

Diversão: 10 – Não dá vontade de parar de jogar em momento algum.

Desafio: 9 – Dificuldade bem dinâmica.

História: 9 – Apesar de ter um roteiro maravilhoso, pode ser considerado um clichê como gênero e com algumas aberturas.

Áudio: 8 – Efeitos sonoros sensacionais, equipe de dublagem genial, mas equalização da dublagem horrível.

Total: 8,9